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Reforma Tributária 2026: o ano de simular antes da CBS e do IBS valerem de verdade

Se a sua empresa fatura entre R$ 5 milhões e [...]

Por Equipe Ornaghi Global
22 de setembro de 2026 11 min de leitura

Se a sua empresa fatura entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões por ano e ainda trata a Reforma Tributária como um assunto de 2027, vale reconsiderar o cronograma. Desde janeiro de 2026, o novo modelo de tributação sobre o consumo já está em operação no Brasil, em fase de teste: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) começaram a ser cobrados com uma alíquota simbólica de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), integralmente compensada com os tributos que sua empresa já recolhe hoje, como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Para uma empresa de médio porte, com estrutura de custos mais complexa e uma equipe de cerca de 100 colaboradores, isso representa algo raro em matéria tributária: um ambiente real de teste, com os próprios números da empresa, sem custo financeiro adicional e sem risco de autuação por erro de adaptação. É a diferença entre calibrar o instrumento antes do voo e descobrir uma falha de sistema em pleno ar. Enquanto a alíquota é simbólica, o momento é de simular cenários, testar sistemas e medir o impacto financeiro real da reforma antes que ela passe a valer de fato.

Neste artigo, explicamos o que está em vigor na fase de teste de 2026, por que simular agora é uma decisão estratégica (não apenas uma obrigação de compliance) e quais cenários uma empresa do porte da sua precisa rodar antes da virada real em 2027.

O que está em vigor na Reforma Tributária em 2026

A Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023) substitui, ao longo de vários anos, cinco tributos (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) por um modelo de IVA dual: a CBS, de competência federal, e o IBS, de competência estadual e municipal.

2026 é o primeiro ano de operação desse novo sistema, mas em caráter de teste. Na prática:

A partir de 2027, o cenário muda de fato: a Cofins e o PIS são extintos e substituídos definitivamente pela CBS, com alíquota cheia. O ICMS e o ISS entram em trajetória de redução gradual até desaparecerem por completo em 2033, dando lugar ao IBS pleno. Esse intervalo entre 2026 e 2033 é o período de transição da reforma, mas é já em 2027 que o impacto financeiro real começa a aparecer no caixa da empresa.

Em resumo: 2026 é o ano do ensaio, com dados reais e risco zero. 2027 é o ano em que o novo sistema passa a valer de verdade no resultado da empresa.

Por que simular agora é decisão estratégica, não urgência de compliance

Existe uma leitura comum, e equivocada, de que “a alíquota ainda é simbólica, então não há motivo para agir agora”. Para uma empresa de médio porte, com margem apertada em alguns segmentos e alto volume de transações, essa é exatamente a lógica inversa da que uma gestão financeira bem estruturada deveria adotar.

Simular cenários tributários enquanto a alíquota real é de apenas 1% garante três vantagens que não estarão mais disponíveis em 2027:

1. Testar sem risco financeiro real. Como a CBS e o IBS de 2026 são compensados com os tributos atuais, qualquer erro de cálculo, de classificação fiscal ou de configuração de sistema não gera prejuízo imediato nem autuação. É o único momento em que a empresa pode errar, corrigir e validar o processo sem que isso pese no caixa.

2. Antecipar o impacto no preço e na margem. A lógica de apuração do IVA dual é diferente da lógica cumulativa de tributos como PIS e Cofins hoje. Empresas que vendem para outras empresas (B2B) e empresas que vendem direto ao consumidor final (B2C) sentirão o efeito da não cumulatividade plena de formas distintas, e o mesmo vale para setores com estruturas de custo e margem muito diferentes entre si. Simular agora, com os números da própria empresa, mostra se o preço praticado hoje continua sustentando a margem quando a alíquota cheia entrar em vigor, ou se é necessário um ajuste gradual, planejado com antecedência, em vez de um reajuste forçado e repentino em 2027.

3. Adaptar sistemas e processos sem pressão. ERP, emissor de nota fiscal, sistema de gestão financeira e a rotina do setor fiscal interno precisam reconhecer os novos códigos, campos e regras de apuração da CBS e do IBS. Fazer esse ajuste em 2026, quando o volume de cobrança é simbólico, é infinitamente mais seguro do que fazer o mesmo ajuste sob pressão em janeiro de 2027, quando qualquer falha de sistema já significa tributo pago a maior, pago a menor ou nota fiscal rejeitada, em uma operação com volume relevante de emissões.

Esperar até 2027 para se organizar significa resolver, sob pressão e com dinheiro real em jogo, exatamente o que poderia ter sido testado com calma em 2026. É trocar um ensaio sem custo por uma prova valendo o resultado do ano.

Os três cenários que sua empresa precisa simular agora

Simular cenários de planejamento tributário não é um exercício genérico sobre a lei. É colocar os números reais da empresa, faturamento, estrutura de custos, créditos e regime tributário, em diferentes hipóteses de alíquota e transição, para identificar com antecedência onde estão os pontos de atenção. Os três eixos mais relevantes para uma empresa de médio porte simular em 2026 são estes:

Impacto no preço e na margem

O IVA dual muda a forma como o crédito tributário é apurado ao longo da cadeia. Isso pode alterar a margem líquida de produtos e serviços mesmo sem qualquer mudança na precificação praticada hoje. Simular esse impacto responde perguntas concretas: o preço atual ainda garante a mesma margem quando a alíquota cheia entrar em vigor? Existe espaço para reajuste gradual ao longo de 2026 e 2027, em vez de um choque de preço de uma só vez? Quais linhas de produto ou serviço são mais sensíveis à mudança, e quais são praticamente neutras?

Impacto no fluxo de caixa e no capital de giro

A não cumulatividade plena muda o momento e a forma como os créditos tributários são aproveitados. Para uma empresa com ciclo de caixa apertado, ou com operação intensiva em compras e estoque, isso pode significar mais capital de giro momentaneamente parado em créditos a compensar, ou o oposto, mais liquidez, dependendo do setor e da estrutura de compras. Simular o fluxo de caixa com as novas regras evita a surpresa de descobrir, já em 2027, que o capital de giro previsto não sustenta os primeiros meses de cobrança plena.

Impacto em sistemas, ERP e rotina fiscal

Todo o processo de emissão de nota fiscal, apuração de impostos e fechamento contábil precisa reconhecer os novos tributos. Em uma operação com volume relevante de notas e de equipe fiscal própria, simular esse fluxo em 2026, ainda com alíquota simbólica, revela lacunas de sistema, gargalos operacionais e necessidades de treinamento da equipe, tudo isso enquanto o erro ainda não custa caro.

O impacto muda conforme o setor da sua empresa

A regra geral da reforma é a mesma para todos, mas o efeito prático da CBS e do IBS não é uniforme entre setores, e isso é especialmente relevante para empresas de médio porte, que costumam ter menos margem de manobra do que grandes grupos para absorver um erro de precificação.

O ponto em comum entre esses setores, e entre qualquer empresa de médio porte com estrutura própria de compras, vendas e fiscal, é que a regra geral da reforma não substitui a simulação com os números reais da operação.

Os riscos concretos de deixar para simular só em 2027

Adiar essa simulação tem custo real, mesmo que ele não pareça óbvio hoje:

Como a Ornaghi conduz essa simulação

Simular cenários de planejamento tributário exige ir além da cartilha geral da reforma. Significa levantar o faturamento, a estrutura de custos e créditos, o regime tributário atual (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e projetar como cada um desses elementos se comporta sob as novas regras de CBS e IBS, em diferentes hipóteses de alíquota e prazo de transição.

É esse o papel que a Ornaghi Soluções Tributárias assume junto a empresas de médio e grande porte: transformar a regra geral da lei em um cenário específico, construído com os números reais da operação, que sirva de base para decisões concretas, como reajuste de preço, renegociação de prazos com fornecedores ou dimensionamento correto do capital de giro para 2027. Não é uma leitura genérica da reforma. É uma simulação aplicada ao negócio, pensada para o gestor que decide com base em números, não em suposição.

Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária em 2026

A CBS e o IBS já estão sendo cobrados em 2026?

Sim, mas em fase de teste. Desde janeiro de 2026, há uma alíquota de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, totalizando 1%, integralmente compensada com PIS, Cofins, ICMS e ISS. Isso significa que a carga tributária da empresa não aumenta neste ano por causa desses dois novos tributos.

Quando a Reforma Tributária passa a valer de verdade?

A partir de 2027, quando o PIS e a Cofins são extintos e substituídos pela CBS com alíquota cheia. O ICMS e o ISS entram em processo de redução gradual que se estende até 2033, quando desaparecem por completo, dando lugar ao IBS pleno.

Por que simular cenários tributários já em 2026, se a cobrança ainda é simbólica?

Porque 2026 é o único momento em que é possível testar sistemas, processos e cálculos sem risco financeiro real. Qualquer ajuste feito agora chega a 2027 já validado, em vez de ser testado pela primeira vez sob cobrança plena, com dinheiro real em jogo.

Minha empresa no Simples Nacional também precisa simular esses cenários?

Sim. Embora o Simples Nacional tenha regras próprias de transição, empresas optantes também sentem efeitos da reforma, principalmente nas relações com clientes e fornecedores que não estão no Simples. Simular esses cenários ajuda a entender se, e quando, faz sentido reavaliar o enquadramento tributário.

Como saber se minha empresa está pronta para a Reforma Tributária?

O único jeito confiável de saber é simular, com os números reais da empresa, o efeito da CBS e do IBS no preço, no fluxo de caixa e nos sistemas usados hoje. Uma consultoria tributária especializada, com histórico em empresas do seu porte e setor, é o caminho mais seguro para chegar a essa resposta.

O momento de agir é agora, não em 2027

A Reforma Tributária não vai esperar sua empresa se organizar. 2026 oferece uma condição que não vai se repetir: testar todo o novo sistema de tributação sobre o consumo com dados reais e custo zero. Empresas de médio e grande porte que usarem este ano para simular cenários, ajustar sistemas e planejar preço e fluxo de caixa vão chegar a 2027 com decisões já tomadas, enquanto concorrentes ainda estarão correndo atrás do prejuízo.

A Ornaghi Soluções Tributárias simula, com os números reais da sua empresa, o impacto da CBS e do IBS no preço, no caixa e na rotina fiscal, e aponta com clareza o que precisa ser ajustado antes de 2027. Fale com a equipe da Ornaghi e agende uma simulação tributária para o seu cenário.